segunda-feira, 5 de abril de 2010

Caucaia está com epidemia de calazar e Poder Público "esconde"


Caucaia enfrenta uma epidemia de calazar humano. Segundo fontes de dentro da Secretaria de Saúde de Caucaia, que não podem ser indentificadas, existem mais de 400 cães infectados "perambulando" pela cidade ou em residências. O mais grave é que vários exames positivos estão "escondidos" nas gavetas da Secretaria de Saúde do município, e não são repassados aos donos dos cães, por que a carrocinha está á mais de 05 meses quebrada numa oficina da capital, onde a mesma não é liberada por falta de pagamento da prefeitura pelo serviço mecânico. Outra denúncia recebida pelo Blog, é que por falta de anestesia geral para sacríficio dos animais infectados, a própria Secretária de Saúde do municipio sugeriu aplicar anestesia odontológica, que a nosso ver é incompatível com o procedimento, pois tem feito somente local, estando aí mais um problema para a Secretária, agora com a Sociedade protetora dos animais, que não admite este tipo de sacríficio aos animais.

Devido a esse quadro, o Vereador Deuzinho Filho (PMN) vai entregar ofício com as denúncias ao Ministério Público e também ao próprio Prefeito de Caucaia Washigton Gòis (PRB), para que recomende à Prefeitura da cidade e à Secretaria Municipal de Saúde Pública que adote providências urgentes para averiguar as denúncias e resolver tais pendências e também se chegar ao controle da Leishmaniose (outro nome da doença). "Isso é um absurdo e um descaso com o povo de Caucaia, todos nós, inclusive a Secretária de Saúde de Caucaia está correndo risco de contrair o Calazar e morrer. O Prefeito num sabe de uma coisa dessa, se souber está também conivente com essa irresponsabilidade" declarou Deuzinho ao receber as denúncias no seu gabinete.

No documento que será entregue ao MP, Deuzinho diz que foram constatadas “deficiências na execução do programa municipal de controle da Leishmaniose, fatos estes que podem colocar em risco a saúde da população em geral, a reclamar a intensificação das ações desenvolvidas no âmbito deste Município, no tocante aos recursos humanos e materiais disponíveis, em conformidade com as orientações técnicas pertinentes”.

“Averiguamos esses problemas e agora estamos cobrando providências para se evitar que essa epidemia se alastre ou que perdure em Caucaia”, falou o Vereador Deuzinho ao Blog.

Deuzinho recomendará ao Prefeito de Caucaia Washigton Góis, que adote “as medidas administrativas necessárias, com o objetivo de otimizar as ações desenvolvidas no âmbito do programa de combate à Leishmaniose”.

Entre as medidas estão o conserto da 'carrocinha' e o aluguel de outras ‘carrocinhas’ para o recolhimento de cães de rua; a construção de uma sede adequada para funcionamento do Centro de Controle de Zoonoses; melhorias na qualidade dos trabalhos de borrifação de inseticida; e a ampliação da quantidade de agentes de endemias do município.

O calazar
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A leishmaniose ou calazar é uma doença causada por um protozoário (microorganismo) denominado Leishmania. Em algumas regiões também é conhecida por "doença de Bauru". Ela acomete cães, canídeos (lobos), roedores silvestres e o homem. Raramente os gatos são afetados. A transmissão ocorre através da picada de insetos específicos (Lutzomyia longipalpis) conhecidos no Brasil como mosquito-palha, birigüi e outros.

O Norte e Nordeste do Brasil detém a maioria dos casos de leishmaniose. No entanto, a doença tem se manifestado em outras regiões do país, causando preocupação por se tratar de uma zoonose, doença que pode ser transmitida do animal para o ser humano.

A leishmaniose apresenta-se no cão com sinais de emagrecimento progressivo, aumento do baço e fígado, crescimento exagerado das unhas e ferimentos na pele que nunca cicatrizam. Nem sempre todos esses sintomas estão presentes, e o animal pode ter leishmaniose sem manifestar sinal algum. Doenças de pele como a sarna negra podem ser confundidas com a forma cutânea do calazar. Por isso, apenas com exames laboratoriais é possível diagnosticar a leishmaniose. Somente o exame clínico pode levar a afirmações precipitadas.

No ser humano, a leishmaniose apresenta diversas manifestações (na pele ou orgãos). Se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com grandes chances de recuperação para o paciente. Caso contrário, pode levar a óbito.

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