segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Opinião: Caucaia – O Caos da Incompetência

Por Deuzinho Filho
Administrador e ex-presidente da União de Vereadores do Ceará (UVC)

Deuzinho Filho, autor deste artigo de opinião.


A atual administração de Caucaia tem figurado entre as piores que a cidade já teve, e não é de agora que sabemos disso. Desde que Naumi Amorim assumiu o posto mais alto do executivo municipal, em janeiro de 2017, observa-se o pleno desgaste da máquina pública e a falta de cuidado com a população. O que desperta maior preocupação, no entanto, é o nível dos gestores colocados para gerenciar os recursos do povo, nesses três anos. Pessoas sem qualificação, envolvidas em escândalos e esquemas de corrupção, são alguns exemplos.
Jaime Anastácio Verçosa Filho, escolhido por Naumi para presidir e depois assessorar a Agência de Desenvolvimento de Caucaia (Adeca), foi identificado no início deste ano, em operação da Polícia Federal, como um dos integrantes de uma organização criminosa que desviava verbas públicas e lavava dinheiro, por meio de licitações fraudulentas. A ação ocorreu entre os anos de 2009 e 2016. Jaime teve mandado de prisão expedido, além de visita da PF em sua residência, para cumprimento de busca e apreensão.
Já no Instituto de Previdência do Município de Caucaia (IPMC), o presidente Carlos Augusto Medeiros de Sousa ocupa a função de forma irregular, por não ter apresentado certificado de Gestor de Regime Próprio de Previdência Social (CGRPPS), em sua nomeação. O documento é exigido pelo Ministério da Previdência Social, e obrigatório para o cargo. O Ministério Público do Estado do Ceará, responsável por apurar a situação, chegou a pedir o afastamento de Carlos, e solicitou ressarcimento de quase R$ 100 mil reais, recebidos por ele de forma indevida.
O caso mais recente de escândalo envolvendo a administração do prefeito Naumi Amorim, ocorreu com o secretário de Infraestrutura Eudes Holanda. Ele foi condenado no início de dezembro a 14 anos e 8 meses de prisão, por desviar mais de R$ 1 milhão de reais do Conselho Regional de Administração do Ceará (CRA/CE), em esquema que contou com a participação do ex-presidente do órgão, Reginaldo Silva de Oliveira. Na época, Eudes atuava como tesoureiro do CRA/CE. O gestor municipal ainda deverá pagar multa e reparar danos causados, em quase R$ 500 mil.
Os três nomes em destaque representam o que se pode considerar por caos de incompetência. É inevitável não surgir o questionamento sobre quais critérios o atual prefeito de Caucaia tem utilizado para recrutar os seus representantes. Que estão, ou estiveram, diretamente, a frente do governo de Caucaia, e respondendo pelo dinheiro e equipamentos pertencentes ao povo.
Para ser secretário de um município como Caucaia, ou presidente de qualquer órgão que esteja sob gerência do poder público municipal, é necessária uma minuciosa avaliação antes de o indivíduo ser nomeado. Faltou cuidado por parte do executivo e sensibilidade com a nossa população. A situação apresentada até aqui é realmente lastimável, e fica como lição de casa, a reflexão a ser feita por nós que vivemos nesta terra, que representa a segunda maior população do Ceará, sobre as ações que tiram dela sua dignidade, e sobre os gestores que nela querem ser supremos.

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